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Conhecendo as Fronhas Maranhenses

Uma das minhas metas de vida é conhecer todos os destinos do Maranhão. A lista já começou a crescer e a cada destino novo a vontade de explorar esse estado só cresce.

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Visitei Raposa, um município que fica 30 minutos da capital São Luís. Poucos já ouviram falar, mas a região abriga a maior colônia de pescadores do estado e quem visita o Maranhão geralmente só conhece o Centro Histórico, Barreirinhas e Alcântara. O acesso é bem fácil, você pega a Avenida dos Holandeses no sentido Araçagi e segue em frente até chegar em Raposa.

O município começou a prosperar há 50 anos, quando se instalaram pescadores cearenses e suas famílias.  Até o século XVI, a região era habitada pela etnia indígena dos potiguaras. A construção de seu primeiro acesso rodoviário aconteceu em 1964 e seu asfaltamento em 1977. Anteriormente, era parte da cidade de Paço do Lumiar e em 1994 conseguiu sua emancipação.

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Na avenida principal você já se depara com um corredor artístico feito pelas Rendeiras de Bilro (artesãs da cidade e que tiram seu sustento com a renda de bilro). A técnica foi importada do Ceará junto com os pescadores e suas esposas e hoje é passado de mãe para filha. No trecho existem palafitas e que acabam se tornando lojinhas. O percurso não é demorado, você consegue percorrer a pé tranquilamente, conhecer o trabalho, bater um papo com as famílias e consumir.

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Conversei com a dona Silvia, que por sinal, foi super alegre e receptiva. Ela me contou que demora em torno de 20 dias para finalizar uma camiseta. Um dos pontos que mais me chamou atenção por lá foi isso: a forma que os moradores recebem quem está conhecendo a localidade.

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Então, vamos direto ao assunto!

Na praça principal você já encontra vários guias, mas, sugiro entrar em contato antes para poder deixar reservado seu passeio, afinal, são 13 pessoas por embarcação. Geralmente inicia-se por volta das 8h e finaliza ao meio dia.

Fui recebido por uma família. A mãe organiza os grupos, o pai e o filho acompanham durante o passeio. Foram bem receptivos e educados com a gente. Para quem quiser entrar em contato:

Hélio e Shirley

(98) 98863-2321

(98) 99962-0630

(98) 98871-2119

Falem que tiveram indicação do blog 😉

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O valor por pessoa custa R$45 e é realizado um percurso de barco até chegar nas Fronhas Maranhenses. A estrutura do barco não é uma das melhores, mas o passeio é tão interessante que isso se torna detalhe diante da paisagem que somos deparados. Você passa por manguezais, encontra vários barcos pelo caminho e ainda aproveita para dá um tchauzinho para o vizinho do lado.

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Obs: Não esqueça de levar bebidas, comidinhas, o passeio permite você matar aquela fome e a sede (estava muito calor e o sol quente). Não existe bares ou restaurantes por lá.

No caminho existem três paradas:

A primeira é no criatório de ostras, onde tem a opção de comer (custa R$10 a dúzia). Fiquei por lá durante uns 30 minutos.

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A segunda é para dá um mergulho e comer peixe assado (custa R$20). Mas, você precisa comprar antes de iniciar o passeio e eles assam sem custo adicional. Também durou uns 30 minutos.

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A terceira é finalmente nas Fronhas Maranhenses, uma versão compacta dos Lençóis Maranhenses. Antes de chegar, já se depara de longe com os pedaços de areia e o cenário incrível. Chegamos por volta de 10h50 e ficamos até meio dia. Nesse tempo você é convidado a mergulhar, tomar suas bebidas, bater um papo, tirar selfie, além disso, vários outros barcos também ficam ancorados. Nessa parada temos a oportunidade de conhecer a Praia de Carimã, uma praia deserta que nos encanta pela beleza e sossego que o local proporciona, fica por trás das dunas.

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A volta necessariamente deve ser ao meio dia, pois a maré começa a secar e dificultando o transporte dos barcos.

Depois de subir e descer dunas, a fome com certeza irá aparecer. A parada obrigatória é almoçar um delicioso peixe, pois, além de todo o artesanato, beleza natural, a região tem sua tradição por servir um dos melhores peixes do Maranhão.

Almocei no restaurante O Capote, onde pedi um dos pratos principais do cardápio: a Anchova Assada. O tamanho médio que serve até 3 pessoas custa R$90 e acompanha arrozes (branco e cuxá), farofa, feijão e vinagrete. Demorou uns 40 minutos para sair, mas estava uma delícia. A estrutura é bem regional e aconchegante.

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Como chegar:

De ônibus, existem duas opções: a mais barata é a linha Raposa, que entra no Terminal de Integração Cohab/Cohatrac e a passagem custa R$2,90. Outra opção é o ônibus de linha da Viação Litoral que parte a cada 30 minutos do Mercado Central, em direção ao município.

Agências de receptivo de São Luís também realizam passeios pela cidade, com custo médio de R$ 90 a R$ 120.

Táxi também pode ser uma opção para quem vai em grupo. Assim reduzindo o custo para cada pessoa.

E a opção mais fácil, a que eu escolhi, ir de carro próprio. Na praça onde inicia o ponto de encontro, você pode deixar estacionado.

O passeio é super tranquilo e vale a pena conhecer, você que irá ficar poucos dias por São Luís, não deixe de colocar no seu roteiro. A tarde você já está livre para explorar outros pontos da capital.

Me acompanhe no instagram: @namochiladochris

namochiladochris
Christian Barros, 23 anos, publicitário e moro em São Luís do Maranhão. Sou apaixonado por viagens e amo compartilhar as minhas experiências. Todas as minhas redes sociais: @barroschris

5 thoughts on “Conhecendo as Fronhas Maranhenses

    1. Muito obrigado, Cris. O passeio realmente é muito bom. É rápido mas dá pra sair da rotina e aproveitar um pouco a natureza. Super indico! Depois me conta como foi! Bjs

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